11 de novembro de 2009

Quem sou eu?

Muitas pessoas já vieram me questionar a respeito do "quem sou eu", que apresenta uma descrição minha sob minha ótica. Hoje, relendo-o confesso que o achei um tanto vulgar. Utilizarei esse post para dar alguns esclarecimentos a respeito deste, as explicações virão na ordem exata de importância que dou a elas e não na que segue o texto abordado.
O julgar-me uma "das últimas românticas do meu tempo" é um tanto vaidoso e transparece um sentimento obtuso de excepcionalidade, essa  frase de caráter sentimental foi utilizada para florear o texto e também para mostrar um pouco da minha personalidade patética, mas confesso que fui falha na sua aplicação.
O fato de dizer que enjôo rápido das coisas não significa que sou leviana,  até porque não classifico as pessoas como coisas, nem quer dizer que trato os objetos materiais que possuo com descaso, pois sei lhes atribuir o seu devido valor imaterial, que é o esforço mês-a-mês para pagá-los. O "enjoar rápido das coisas" se aplica ao incontável número de atividades que já comecei e não terminei por intolerância a repetição fatigante destas, posso citar algumas aqui: Handball, dança de salão, hóquei, ballet, jazz, piano, violão, futsal, escalada...
Apesar de ficar implícito no texto, pelo recurso estilístico utilizado, que a Ella Fitzgerald é a minha cantora preferida, ela não é. Admiro muito a capacidade que tinha de realizar aqueles bebops com tamanha perfeição, a afinação e o timbre, mas há outras que aprecio tanto quanto ou até mais.
O "ser momentânea" é bem abrangente, no meu caso se aplica ao fato de que as minhas ações são inúmeras vezes induzidas pelas emoções, e por conta disso são bem transitórias. Por isso, acredito que a frase que melhor me definiria e se aplicaria a quaisquer outras pessoas  é a  do texto Reflexo - "Sou assim como me vê, mas não fixe essa imagem, pois tudo passa, e essa que é hoje, amanhã poderá ser outra, que depois de amanha será outra, e outra, e outra, outra.".O que somos além do que acreditamos e do que os outros acreditam que somos? Sob qual ótica podemos nos definir? Não seremos incontáveis "eus" ?


Quem sou eu

Raquel Costa
São Paulo, SP

Sou mulher e não me gabo disso pois "o que não é consequência de uma escolha não pode ser considerado nem mérito , nem fracasso", tenho 19 anos, nascida em São Paulo e criada na ponte São Paulo/Cambury. Gosto de gente simples, gente complicada, música, artes, literatura e de viajar. Sou uma das últimas românticas do meu tempo e acredito no amor, isso faz parte da minha personalidade anacrônica. Sinto muito frio na ponta dos dedos e para aquecê-los só com o calor do secador de cabelos ou assoprando. Tenho saudades de um monte de coisa que não aconteceu e de pessoas queridas. Enjôo rápido das coisas. Nunca fui à Bahia mas morro de vontade de ir. Já usei aparelho fixo. A voz da Ella Fitzgerald me fascina. Gosto de novelas. Não como ostras. Não gosto de ir ao cinema com namorado e talvez tudo isso mude um dia pois sou extremamente momentânea.

2 comentários:

Caio disse...

Não acho isso... Achei o "Quem sou eu" do seu blog muito legal. E não li vulgarmente como vc disse que parecia que ficou. Acho que li na interpretação correta pq te conheço muito bem.

Anônimo disse...

Eu nao te conheco tao bem assim, e tambem nao vi nada de vulgar.

E nao acho que tenha sido falha sua a frase "uma das ultimas romanticas do meu tempo" ... nao da sentido de unidade, vc nao disse ser a unica, e sim uma entre poucas, o que 'e verdade!

Bjos Quel
Olavo.