27 de agosto de 2009

Justificativa.

Só quero aprender algo que traga conteúdo bom,
compartilhar o que tenha relevância ou instigue mudança.
Sei pouco até do tanto que não sei , dá vergonha de expor isso, assim como as parvoices daqui
mas é menor do que a de fazer e não ter um teco de percepção.

Por que continuar?
É a questao da vertigem
O medo que nos aproxima do que, no fundo, queremos
A vontade maior não realizada por repulsa da razão
O subconsciente que se conscientiza nos sonhos

Pessimista?
Não sinhô, é o que um neologismo diz- só é a vidade meu bem.

26 de agosto de 2009

ósculo:

na tua santidade
me deleito

no seu leito
eu te sorvo

na graça
te absorvo

24 de agosto de 2009

Coberta

E então vai chegar o dia
em que olharei pra você e direi:
É meu.
Assim toda a paixão que teci nos anos
com alguns fios de imaginação
te cobrira dando-lhe alento
não quero ser muito
tampouco pouco
quero ser sua grandeza exata
e te esquentar.

Raquel Costa

23 de agosto de 2009

Fico impressionada com a sabedoria do excelentíssimo Millôr.
Hoje lí algo dele que não posso deixar de publicar nesse recinto de idéias simplórias, porém, algumas delas, confesso, são geniais, assim como essa abaixo, que de prima senti total identificação e senso de compreensão com o tal descrito:

"Generoso nato, nasceu mignon como solução para o problema demográfico -se todos fossem assim, caberia mais gente no mundo. Mas lembra que, com o mesmo material, Deus poderia fazer um homem bem melhor, aqui assim, nos ombros."

"...Prudente, quando entra em enrascada o primeiro que faz é perguntar onde fica a saída"

"Decidido, quando vê uma bifurcação imediatamente segue os dois caminhos. Mas nunca foi sem voltar, daí o segredo de estar sempre."

20 de agosto de 2009

Hai Kai

Sou de ascendência japonesa e me orgulho muito disso. Além de ser fascinada pela gastronomia, gosto demais da cultura, dos rituais e da disciplina dos japoneses (isso eu não herdei). Uma das coisas que mais me encanta desse povo são os hai kais, poesias com uma métrica perfeita, que possuem apenas 17 sílabas numa ordem de 5-7-5, falam dos fenômenos da natureza e da alma do poeta. Acho incrível a tamanha profundidade de sentido expresso em pouquíssimas palavras! Para fazer algo assim, além de precisar de muita técnica é necessário ser extremamente observador e paciente. Difícil!
Isso de ser minuciosamente observador e de criar coisas fantásticas a partir disso, me lembram uma conversa que tive com o meu amigo André Altman. Para um trabalho da faculdade ele terá que escolher um objeto e criar outro, totalmente diferente, porém com a mesma função, genial! O objeto que ele escolheu é uma baqueta, ou seja, algo que produza música, falei para ele observar a natureza, por que não há nada mais inspirador e que transmita mais sons do que ela. Esses poetas fazem exatamente isso, eles observam e criam algo novo para transmitir uma mensagem, só que de uma maneira totalmente surpreendente e estudada. Lí em um artigo que muitos poetas de haikai levavam anos para completar o poema de 3 linhas.
Achei um site bacana, chama a “Caixa de Hai Kais”, você clica em uma flor e sorteia hai kais, teve uma época em que chegava no trabalho e a primeira coisa que fazia era sortear um para começar bem o dia . Segue o link http://seabra.com/haikai/ . Divirtam-se!

Segue abaixo alguns haikais, dos quais muitos não seguem a métrica tradicional japonesa, mas eu gosto:


acordei bemol
tudo estava sustenido
sol fazia
só não fazia sentido

Paulo Leminski

-------------------------------------------------------------
no parque vazio
duas árvores abraçam-se
em prantos de chuva

Eugénia Tabosa

--------------------------------------------------------------

Nem se lembra
Do arroz grudado ao bigode
Gato enamorado.
Taigi
------------------------------------------------------
A nuvem oferta
delgada talhada
de melão: a lua.
Luiz Bacellar

17 de agosto de 2009

Inspiração a partir do "Tema de amor de Gabriela"

Essa é uma música muito linda do maestro Tom Jobim (veja o vídeo no final do post), gosto especialmente da segunda parte que é o “Tema de Amor de Gabriela”:

Chega mais perto moço bonito
Chega mais perto meu raio de sol
A minha casa é um escuro deserto
Mas com você ela é cheia de sol
Molha tua boca na minha boca
A tua boca é meu doce é meu sal
Mas quem sou eu nesta vida tão louca
Mais um palhaço no teu carnaval
Casa de sombra vida de monge
Quanta cachaça na minha dor
Volta pra casa fica comigo
Vem que eu te espero tremendo de amor

Chega mais perto moço bonito
Chega mais perto meu raio de sol
A minha casa é um escuro deserto
Mas com você ela é cheia de sol
Molha tua boca na minha boca
A tua boca é meu doce é meu sal
Mas quem sou eu nesta vida tão louca
Mais um palhaço no teu carnaval
Casa de sombra vida de monge
Quanta cachaça na minha dor
Volta pra casa fica comigo
Vem que eu te espero tremendo de amor

--------------------------------------------------------------------------------------
"Mais um palhaço no teu carnaval"

Ela já acordou de estômago embrulhado e com aquela sensação de vento frio que percorre por dentro de cada pedaço do corpo. Viu as horas e se perguntou de como podia ser tão fraca? Por que não conseguia fugir, fingir ou dar um jeito de se desvencilhar daquela situação que acabara faz tanto tempo? Porque que quando ela já estava esquecendo ele sempre voltava? E por que ela nunca resistia àquele amor antigo? Sabia claramente de todos os defeitos dele, dos seus novos amores e das suas aventuras. Era sempre assim: quando menos queria saber dele mais o descobria pelo avesso e via seus podres, só que ao invés de menos gostar mais pensava nele. O pensamento, essa coisa incontrolável, inevitável assim como essa rima, que nos toma pra qualquer mundo, situação e nos faz viver até aquilo que não foi.
Ele era o anti-herói, o malandro, aquele que ela sempre sonhara em secreto. Certa vez, ela procurou um culpado para essa atração que sentia por homens daquele estilo infame, pensou na infância e descobriu que os seus príncipes foram sempre o oposto daquilo que é o mais provável como um homem loiro, educado, rico e sorridente, ao contrário disso ,o seu primeiro amor platônico fora o Vasco, personagem de “Clarissa” e “Música ao Longe” de Erico Verissimo, solto no espaço, secreto, misterioso , desbocado , mal arrumado, selvagem , contestador e o amor da vida de Clarissa, mas como ela podia fugir dos símbolos e daquilo que foi costurado nas suas crenças? É dificil sair do nosso lugar-comum.
Mas agora não dava mais pra procurar culpados ou criar teoremas, hoje o encontraria e como todas às vezes, seriam as mesmas conversas temperadas de nostalgia, relembrariam sempre os mesmos momentos, se tocariam como que por acidente e ele a olharia fixamente por alguns segundos que seriam suficientes para deixá-la em puro estado de êxtase. No final de tudo ele diria que não estava pronto para retomar algo que nunca foi direito, porque dizer isso se ela nunca perguntou? Como ele podia ser tão canalha, tão cruel, arrogante e terrivelmente desejável? E como ela se entregava tanto a algo que sabia que era incerto? O que havia atrás dessa vontade de ter o que não se pode? Seria mimo? Vontade de controlar as situações? Ou apenas inconformismo de ser rejeitada?

Raquel Costa


video

15 de agosto de 2009

Um pouco de Rosa

Há várias músicas que falam sobre Rosa e é difícil alguém que não conheça uma, pois bem, hoje vou falar só um pouco sobre a minha Rosa e colocar alguns trechos de músicas das "Rosas" de outras pessoas.

A Dona Rosa é a senhora que ajuda aqui em casa, ela é uma graça, sempre de bem com a vida, com ótimas histórias pra contar e faz uma comidinha que dá água na boca só de pensar.

Esses dias eu estava com uma gripe danada, daquelas que derrubam, a Dona Rosa ficou toda preocupada com a minha gripe, dizia que essa era suina e eu só respondia "ô dona rosa, essa não é a do porco, é a da porca mesmo!" e ela desatava a rir . Outro dia minha sobrinha de 3 anos estava brincando no quintal de casa, quando ela terminou , começou a cantar a música que tinha aprendido na escola "é hora de arrumar..." e guardou todos os brinquedos , eu estava no meu quarto ,mas como a minha janela é virada para o quintal deu para escutar tudo , principalmente a Dona Rosa que parou o trabalho dela e foi conversar com a minha sobrinha "olha Isabela, vai lá no quarto da sua tia e canta essa música pra ela" !!!

Já ocorreu algumas vezes de eu chegar em casa e dizer um "Boa tarde minha gente!", ela sempre leva um susto de pôr a mão no peito, só sei que a mulher resolveu se vingar dos sustos e agora ela encasquetou de me dar susto, é só eu me distrair que vêm a Rosa me pregar uma peça!
Abaixo estão as Rosas de alguns mestres da Musica Brasileira:

Das rosas e Rosa Morena do Dorival:

"Nada como ser rosa na vida
Rosa mesmo ou mesmo rosa mulher
Todos querem muito bem a rosa
Quero eu ....
Todo mundo também quer
Um amigo meu disse que em samba
Canta-se melhor flor e mulher
E eu que tenho rosas como tema
Canto no compasso que quiser"

"Rosa Morena, onde vais morena Rosa
Com essa rosa no cabelo e esse andar de moça prosa
Morena, morena Rosa
Rosa morena o samba está esperando
Esperando pra te ver
Deixa de lado esta coisa de dengosa
Anda Rosa vem me ver
Deixa da lado esta pose
Vem pro samba vem sambar
Que o pessoal tá cansado de esperar"

Ou a Rosa do Pixinguinha:

"Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor"

A Rosa do Chico Buarque:

"Artista!
É doida pela portela
Ói ela!
Ói ela!
Vestida de verde e rosa
A Rosa!
A Rosa!
Garante que é sempre minha..."

A Rosa do Vinícius de Moraes:


"Rosa prá se ver, Prá se admirar
Rosa prá crescer, Rosa prá brotar
Rosa prá viver, Rosa prá se amar
Rosa prá colher, E despetalar...
Rosa prá dormir, Rosa prá acordar
Rosa prá sorrir, Rosa prá chorar
Rosa prá partir, Rosa prá ficar
E se ter mais uma Rosa mulher...
É primavera
É a rosa em botão
Ai! Quem me dera!
Uma rosa no coração... "

Quem é a sua Rosa?! Se não tiver uma, procure !Não há "Nada como ter uma Rosa na vida..."
Viva o Chopp com Escama! Viva o samba! Viva o Rio de Janeiro , que continua lindo...

Tenho uma amiga que sempre têm histórias boas pra contar ,quando estamos juntas eu peço à ela para narrar alguma coisa bonita ou engraçada da vida dela ou dos outros.
Esses dias ela me contou em detalhes duma paixão à primeira dança que ela teve.

Era um dia frio e ela não queria sair de casa, mas por obra do acaso e talvez destino (porquê não?) , mesmo sem querer a moça foi com duas amigas para um barzinho bem simples na beira de um rio. Após tomar algumas, o desânimo sumiu e ela desandou a dançar , fez bonito , até que uma hora chegou um rapaz com pinta de malandro , camiseta branca ,calça jeans a tomou nos braços e eles dançaram, como se fossem uma pessoa só cantaram em alto e bom som "O Rio de Janeiro continua lindo...O Rio de Janeiro continua sendo.." , a cada olhadela davam risadas espontaneamente bonitas e a moça por um momento esqueceu que não conhecia aquele homem que já parecia seu há muito tempo, esqueceu que não sabia o seu nome e esqueceu de tudo em volta também. Ela olhou para ele com olhos de dona e o beijou , eles se beijaram e rodaram , não perderam o ritmo nem a postura . Após a dança , ele a olhou e disse "Prazer João" e ela ainda envolvida na fantasia só respondeu "Bia" , estendeu a mão , deu um sorriso e o puxou para dançar de novo e foi assim a noite inteira , os dois sendo um na pista .

Depois que ela me contou isso eu lembrei daquela poesia de Drummond "Eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata" .

Inspirada nesse momento alheio e na frase fiz um textinho de guardanapo vagabundo e tomei coragem de publicá-lo aqui :

o homem chegou
cabelo desfeito
corpo aberto no peito
rodou minha cabeça
me levou no salão
o safado me virou de contramão
com passo descompassado
e nem tava engomado
eu dançava
ele me reparava
rapaz ria sem saber
e eu olhava sem doer
lascou um beijo de paz
tirou meu freio
fiquei em devaneio
eu quero eternizar
dançar sem parar
no compasso da paixão
um amor de perdição.

O pior cego é o que vê

Tinha acabado de ler o “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago, quando por ventura assisti o curta “No Princípio Era o Verbo” ,de Virginia Jorge, e a partir deste vieram à tona pensamentos guardados dentro de mim, que eu mesma (enfática) desconhecia. O que mais me surpreendeu não foram os conceitos desses pensamentos, mais a concepção deles sem terem sido propriamente gerados, como se já fizessem parte de mim.

Para não haver conflitos com os existencialistas, vou explicar melhor esse “pensamento sobre os pensamentos”, durante a vida guardamos várias informações dentro de nós e essas vêm mediante a educação que tivemos, os livros que lemos, músicas que ouvimos, enfim, tudo o que vivenciamos . Muitas dessas informações permanecem ocultas dentro de nós, por não termos as ferramentas necessárias para compreendê-las, um exemplo concreto disso foi quando li o “Ensaio sobre a Cegueira”, a princípio, confesso que o romance não despertou em mim pensamentos filosóficos ou lições morais, pasmem que para minha ignorância não passou de uma história ficcional , mas ao assistir o curta “No Princípio Era o Verbo”, consegui compreender as mensagens que o livro trazia e absorvê-las novamente, só que de outra maneira, o documentário foi uma ferramenta para que eu pudesse realmente “enxergar” o que já estava “dentro de mim”, ou seja, uma informação precisou da outra para que houvesse uma compreensão mais aprofundada.

O que é de entristecer qualquer um é que com essa “aceleração do tempo” que vivemos, a maioria das pessoas deixaram de fazer coisas que exigem uma reflexão como, por exemplo, ler, assistir bons filmes ou até mesmo escutar boas músicas, e assim muitas pessoas estão se privando de conhecer a beleza que se esconde dentro de cada uma dessas coisas e delas mesmas, porque um aprendizado depende de outro para ser compreendido, e se não há informação, não há aprendizagem.

Notas sobre o livro e o documentário:

O livro “Ensaio sobre a Cegueira” tem na contracapa a seguinte frase “Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.", citado do "Livro dos conselhos", de El-Rei Dom Duarte, este critica a realidade de até que ponto o homem pode chegar para a sobrevivência , nos coloca frente a frente com o nosso “podre” e com a questão do que somos capazes de fazer, mas a questão que me surpreendeu foi a cegueira de quem vê, mostra como as pessoas ficam submetidas a situações degradantes simplesmente por não enxergarem o que estão vivendo, um ponto interessante é que os únicos homicidas da narrativa são os que “ enxergam”, ele faz uma analogia interessantíssima com a questão da ignorância,do enxergar tudo superficialmente , da maneira que as coisas parecem, mas não como são.

O documentário “No Principio era o Verbo” é composto de cenas cotidianas de um bar, alguns homens conversando e jogando sinuca, dois cegos bebendo e um menino brincando no canto,a principal questão é a “cegueira” de quem vê ,o acreditar no que nos é conveniente, a acomodação que temos nas “certezas absolutas” .

"As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras." Nietzsche

14 de agosto de 2009

Ensinamento

Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,ela falou comigo:"Coitado, até essa hora no serviço pesado".
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.

Adélia Prado

Sobre incertezas

É engraçado como algumas coisas aparentemente tolas que quebram nossa rotina podem ser inspiração e se transformar numa poesia, ou em uma música , um monumento ou até em uma teoria.

No livro "A Insustentável Leveza do Ser" do Milan Kundera têm uma passagem que exemplifica isso que estou falando :

"Um certo senhor Dembscher devia cinquenta florins a Beethoven, e o compositor, sempre falido, foi pedir-lhos. " Es muss sein?,tem de ser?", suspirou o pobre Dembscher, ao que Beethoven replicou num tom jocoso: "Es muss sein!, tem de ser !", imediatamente anotou as palavras no seu caderninho e compôs a partir desse tema realista uma pequena peça a quatro vozes: três cantam "es muss sein,ja,ja,ja, tem de ser, tem, tem, tem," e a quarta acrescenta : "heraus mit dem Beutel! puxa da bolsa !"
Esse mesmo tema tornar-se-ia mais tarde o núcleo central do quarto andamento do último quarteto opus 135."

"...Beethoven transformara, portanto, uma inspiração cómica num quarteto sério, uma brincadeira numa verdade metafísica."

Na maioria das vezes as coisas mais grandiosas acontecem por meros acidentes e situações inusitadas. Acho que isso é o bonito de viver, são as surpresas , aquilo que nos pega de supetão , aquele amor que não era esperado e que simplesmente pipocou na nossa vida por meros acasos.

Na vida temos muitas incertezas, devemos com elas nos satisfazer ,pois a única certeza que temos já nos basta e da até calafrio de pensar!

Sexta Feira ,14 de Agosto , 2009

"Eis aqui este sambinha feito numa nota só
Outras notas vão entrar, mas a base é uma só
Esta outra é conseqüência do que acabo de dizer
Como eu sou a conseqüência inevitável de você
Quanta gente existe por aí que fala tanto e não diz nada
Ou quase nada
Já me utilizei de toda a escala e no final não sobrou nada
Não deu em nada
E voltei pra minha nota como eu volto pra você
Vou contar com uma nota como eu gosto de você
E quem quer todas as notas: ré, mi, fá, sol, lá, si, dó
Fica sempre sem nenhuma, fique numa nota só."
Tom Jobim / Newton Mendonça

A letra dessa música é metalingüística , pois como disse o professor De Mattar em seu blog -"além de falar de amor e outras coisas, fala também de como a música está construída. Por isso, é possível ler a letra e imaginar o que está acontecendo na melodia, mas é também possível olhar para a melodia, mesmo sem entender nada de música, e enxergar lá a historinha que a letra está contando" .

E assim é a relação entre os textos aqui escritos com aquela que os escreve. "É possível lê-los e imaginar o que está acontecendo na autora , mas também é possível olhar para a autora, mesmo sem entender nada do texto , e enxergar nela a histórinha que o texto está contando" .